Vivemos em uma sociedade que valoriza a linearidade. Espera-se que sejamos constantes, produtivas e equilibradas todos os dias do mês, como se nossa energia fosse uma linha reta. No entanto, quando olhamos para a psique feminina e para a nossa própria biologia e psicologia, percebemos que a realidade é muito mais rica: nós somos, essencialmente, cíclicas.
Lutar contra essa natureza cíclica é uma das maiores causas de exaustão emocional que observo no consultório. Muitas mulheres sentem-se "erradas" ou "inconstantes" porque sua disposição, seu humor e sua forma de ver o mundo mudam conforme o tempo passa.
Na Psicologia Analítica, entendemos que o nosso ciclo não é apenas um processo biológico, mas uma jornada arquetípica. Cada fase traz uma energia diferente:
A fase da introspecção (Menstrual): É o momento da "Anciã". Um convite ao silêncio, ao recolhimento e à revisão do que já não serve mais.
A fase da energia criativa (Ovulatória): A energia da "Mãe" ou da "Donzela", onde a vitalidade está no auge e a capacidade de realizar e nutrir projetos é imensa.
Aprender a reconhecer essas nuances não serve para nos colocar em uma caixa, mas para nos libertar. Quando você para de lutar contra o seu ritmo e começa a fluir por esses ciclos, o autoconhecimento deixa de ser uma busca teórica e se torna uma prática viva.
O objetivo de integrar esses ciclos é alcançar uma vida mais autêntica. Ser cíclica não significa perder o controle; significa ter a inteligência de adaptar o seu passo à música que a vida (e a sua própria psique) está tocando no momento.Se você sente que está sempre remando contra a maré, ignorando as suas próprias necessidades em nome de uma produtividade que não te pertence, talvez seja o momento de parar e ouvir o que o seu ciclo está tentando te dizer.
Você não está quebrada por mudar de fase; você é natureza. Se você deseja aprender a respeitar o seu ritmo e transformar a autocrítica em autocompaixão, a nossa comunidade de mulheres no whatsapp pode ser o espaço seguro que você precisa.